Relatos da compra de um carro novo. Parte Final: Levando o carro para casa.

Finalmente chegou o dia de retirar o meu novo carro da loja e colocá-lo na minha garagem! U-HU!!!

E o telefone toca.

– Filha, é hoje que você vai pegar o carro novo, não é? – Perguntou minha mãe. Então venha me visitar. Seus sobrinhos vão estar aqui, animadíssimos para dar uma volta de carro novo. Ó, fiz bolo!

Minha mãe, pelo que parece, estava mais animada que eu! Fez até bolo!

Mas logo em seguida o telefone toca novamente. Desta vez era a concessionária avisando que a entrega deveria ficar para o dia seguinte, porque o carro não havia sido trazido pela transportadora na data esperada.

Quando você assina um cheque, ele é compensado no mesmo dia. Mas a entrega do seu bem (sim, a partir do momento em que você paga é seu, certo?) fica para quando dá. Quando o financeiro conseguir emitir a nota fiscal, o despachante emplacar, a carreta entregar, a oficina colocar o acessório…

As crianças estavam me esperando no portão da casa da minha mãe. Elas queriam dar uma volta de carro novo. Oh, dó! Elas ficaram tão decepcionadas que me trataram como se a culpada fosse eu.

No dia seguinte, lá fui eu buscar o carro novo no horário agendado.

Meu coração se encheu de alegria ao ver meu carinho todo brilhante esperando por mim.

Um outro profissional, que não era o vendedor, me explicou todos os comandos. Verificamos se as lanternas, os faróis, as setas estavam funcionando. Tudo OK!

De repente, me veio a lembrança do protetor de cárter! Como não é uma coisa que a gente vê, perguntei:

– Instalaram o protetor de cárter?

Não! Não! Não! Esqueceram de instalar o protetor de cárter!!!

O entregador conferiu toda a papelada e acabamos descobrindo que, por se tratar de uma cortesia, o vendedor achou que a peça não deveria constar na nota fiscal. Além disso, não deu nenhuma orientação para que ela fosse instalada.

Já era demais para a minha paciência, né? Como assim?

Ao ver minha cara de poucos amigos, o entregador disse que encontraria uma solução e pediu licença para cuidar do assunto.

Minutos depois, ele me disse que conseguiu um encaixe, e que a oficina instalaria o protetor de cárter naquele momento. Me acomodou na sala de espera e me ofereceu um café.

Meu esforço para não perder a postura era grande. Pelo menos o café, desta vez, foi cortesia do entregador. Mas não dava para aguentar aquela TV com som alto, transmitindo um programa sensacionalista de crimes populares. Há quem goste de programas assim, mas eu não estava nem um pouco afim de assistir algo que me deixasse ainda mais irritada.

Levaram uma hora entre dar baixa no estoque e fazer a instalação da peça. E esse tempo foi suficiente para me deixar irritadíssima! Assim que pude, peguei o carro e fui embora. Mas, antes de sair, um alerta:

– Dona! Não esquece de colocar combustível! Tá quase acabando, viu?

O que deveria ser um momento mágico de muita alegria, se transformou num teste de paciência. Acho que estavam testando meus limites, só pode!

Bom, leitor, a esta altura você deve estar se perguntando sobre o final da história. Fui embora irritada e ainda rezando para o combustível durar até o próximo posto.

Fui me dar conta de que era uma feliz proprietária de um carro novo somente no dia seguinte, quando levei meus sobrinhos para dar uma volta no possante.

Se me perguntarem se eu ainda recomendaria esta concessionária para meus amigos, eu diria que sim. Lembre-se de que a concessionária foi bem em todos outros passos da compra (recepção, test drive e negociação). Não acho justo julgar todo o atendimento por algumas falhas na etapa final do processo, que é a entrega.

A concessionária perdeu uma grande oportunidade de atingir a excelência de atendimento. Que pena! Justo no momento mais fácil, em que o cliente está numa alegria enorme. Por descuido, a alegria virou irritação.

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