E ela já está na ativa! A Geração Y!

Não estamos vivendo nossos melhores dias na economia. As coisas já foram bem melhores que agora. As pessoas pararam de comprar. Assim como eu fiz (clique aqui), os clientes estão avaliando o que pode ser cortado do orçamento. E, com isso, as empresas trabalham com um planejamento financeiro apertadíssimo.

Mas acho que existe uma contradição nessa história toda. Se as empresas estão vendendo menos, os clientes passaram a valer ainda mais, certo? Então, por que as empresas não estão melhorando a forma de se relacionar com ele? Por que o atendimento ao cliente não evolui?

Porque não é fácil agradar ao cliente. Poucas empresas têm enraizada a cultura de manter um bom relacionamento com seus clientes e dão prioridade, na hora de investir, aos cuidados que isso envolve: treinamento constante das equipes do SAC, publicidade direcionada e personalizada, aquisição de novas ferramentas de controle… e assim vai. Essas empresas estão sofrendo como todas as outras neste momento, mas têm uma legião de consumidores promotores que a indicam e defendem, o que dispensa outras formas de publicidade.

Por isso acredito que a crise é apenas uma parte do problema. Não há empresa que resista por muito tempo à falta de confiança dos clientes. Mesmo aquelas que nos fazem reféns (como as do setor de telefonia, por exemplo) estão (ou estarão) ameaçadas com a chegada de novas tecnologias. Já temos alguns exemplos: Uber, NetFlix, Booking, WhatsApp e assim vai…

Tic-tac, tic-tac, tic… O tempo está avançando, e o que já não era fácil vai ficando ainda mais complexo. Sabe por quê? Tudo por causa da Geração Y, quer dizer, da geração dos Millennials, que já representam 27% da população brasileira, segundo dados do Censo de 2010 do IBGE. Como o que determina o pertencimento a cada geração é o perfil comportamental, não há um consenso entre os pesquisadores quanto ao período de nascimento da Geração Y (ou de outras gerações). Há quem defenda que a Geração Y do Brasil é 10 anos mais jovem que a Geração Y dos Estados Unidos. Mas também há aqueles que dizem que, devido à internet, não há diferenças entre as nações nesse sentido, já que os acontecimentos são simultâneos e globais.

Tá! Mas quem é “ípsilon”, então? Vamos considerar que são aqueles que nasceram desde um pouco antes de 1982 até um pouco depois de 1997. Ficamos, assim, no meio termo entre os estudiosos da área. Acho que não vale a pena buscar o período exato para classificar um Y, pois as características de qualquer geração não surgem de repente.

E o que eles têm de especial? No livro Código Y, de Marcos Calliari e Alfredo Motta, descobrimos que, embora os Y mal tenham saído da faculdade, sua representação na população economicamente ativa é estimada em 30%. Além disso, os Y consomem de 25% a 40% a mais do que o consumidor médio.

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Se você está achando que essa é a parte mais importante, está enganad@! O que é valorizado nessa geração não é só seu potencial econômico, mas também seu poder de influenciar as escolhas de consumidores de outras gerações. De acordo com o livro Marketing to Millennials, de Jeff Fromm e Christie Garton, o poder de influência da Geração Y é estimado em US$ 500 bilhões por ano. São eles que dão a última palavra quando o assunto é consumo familiar. Quer ver só? Quem é que pesquisa qual é a melhor operadora de TV a cabo, ou a melhor impressora para a casa? São os jovens millennials que lá habitam.

Ok! Já sabemos por que eles são importantes no mundo do consumo moderno. Mas agora vem a pergunta que não quer calar: como as empresas podem atrair essa turma?

Assim, chegamos ao ponto de início de toda essa história! Se as empresas não conseguem se relacionar com o cliente nos moldes antigos, como farão agora, com essa Geração Y?  E é aí que o bicho vai pegar.

Para começar, os Millennials não são afetados pela mídia convencional. Não acreditam nem um pingo naquelas inserções de 30 segundos entre os programas de TV. Eles estão interligados no mundo virtual, dentro das redes sociais, e acompanhando blogs de pessoas que consideram interessantes. Eles não decidem por uma marca antes de consultar seus amigos no mundo virtual.

Vale a pena investir neles? Sim, segundo uma reportagem de Dan Schawbel, colunista da Times e da Forbes (e especialista em Geração Y): afinal, eles possuem um poder de compra estimado em US$ 220 bi.

O desafio é criar o canal de comunicação, processar as informações e implementar ou mudar o que for necessário para obter uma vantagem competitiva perante seus concorrentes.  #fica a dica: Millennials são frequentadores assíduos de redes sociais.

Mas olha só que bacana! 42% deles informam que estão interessados em ajudar as empresas no desenvolvimento de futuros produtos.

Viu só? A crise afeta a vida da gente, mas novas tendências, tecnologias e formas de encarar o mundo afetam muito mais!

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