Você não é mais bem-vinda aqui!

Se você é do tipo que acha que academia é lugar para aliviar stress, precisa saber o que aconteceu com minha amiga Vânia, que frequenta uma academia pequena, de bairro. Na verdade, é mais uma clínica de estética, mas, como oferece aulas de pilates e de circuito, é nomeada como academia. De todo modo, é lá que Vânia faz seu exercício com acompanhamento de profissionais.

Já havia tempos que alguns equipamentos rangiam. Outros estavam com estofados rasgados. Outros, ainda, emperravam no meio do exercício. Parecia que eles haviam pertencido à academia de algum país bombardeado pelas forças armadas americanas. Por isso, Vânia decidiu conversar com a gerente a respeito da manutenção dos equipamentos. Aproveitando um momento oportuno, entrou na sala da gerente:

– Olá. Posso entrar? – Perguntou.

– Claro, Vânia! Entre! – Respondeu a gerente.

– Eu frequento esta academia há anos, e gosto daqui. Mas estou percebendo que alguns equipamentos estão precisando de manutenção, e outros precisam ser trocados. E esta não é uma opinião só minha. Conversei com outras alunas e elas também concordam comigo. – Explicou Vânia!

De repente, um sinal do computador começa a apitar. Era o som de uma chamada via Skype. A gerente pediu licença para atender: era a proprietária da academia. Ela queria falar com a Vânia. E, aos berros, disse:

– Estou CAN-SA-DA de você! A minha academia tem escutas e câmeras de segurança em todos os lugares, e não é de hoje que venho acompanhando seus movimentos contra a reputação da MINHA academia, incentivando outras alunas a reclamarem. Você não é mais bem-vinda aqui!

Vânia ainda tentou conversar com a pit-proprietária-bull, mas não teve chance. A ligação foi encerrada no melhor estilo “desligar na cara”.

Naquele momento, o melhor que Vânia tinha a fazer era sair do ambiente e digerir o que h

avia acontecido, para só depois pensar em como agir. Tudo parecia muito surreal, tamanha a grosseria.

Não sou advogada e nem me atrevo a comentar sobre o aspecto legal de escutas e câmeras. A única coisa que sei é que, de acordo com a lei municipal nº 13.541/03, quando o ambiente é filmado, é obrigatório que haja uma placa com essa informação. Não sou favorável a essa invasão de privacidade. Portanto, vamos nos concentrar apenas no aspecto do atendimento.

Um desastre! É o que eu tenho a dizer sobre o atendimento. Não apoio nenhum tipo de grosseria ou agressão, seja da parte do cliente ou da empresa. Respeito se coloca acima de qualquer coisa. Se o cliente tem que reclamar, pois reclame “de boa”, sem ofender, sem gritar ou desrespeitar quem está do outro lado, mesmo que esteja coberto de razão. E foi o que Vânia fez, certo? Ela pediu permissão antes de entrar na sala da gerente para reclamar da situação da sala de pilates.

Muita falta de profissionalismo dessa proprietária, viu? Se não consegue atender e servir pessoas, sugiro trabalhar com plantas, números, peixes… qualquer coisa que não tenha gente.

Vânia ficou muito chateada com o que aconteceu. Se tivesse sido com você, o que você faria? Use os comentários para dar sua opinião.

Quanto a minha orientação à Vânia: não volte mais lá! Lembre-se, “você não é mais bem-vinda aqui!”. E vá gastar seu suado dinheirinho em algum lugar que mereça ter uma cliente fiel.

 

Assim como todas as outras do blog, esta também é uma história verídica e ocorreu com a psicóloga Vânia Macedo, em 2015. Tem uma história pra contar pra gente também? Oba! Então clique aqui e saiba mais!

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